Pais e filhos.
Algumas pessoas pensam ser tão simples ter um filho, “Ah, é só ter dinheiro para dar uma boa educação e uma boa qualidade de vida“…Diante de tantas coisas, vejo claramente que é muito mais que isso. Penso, também, que os pais que aparentam ser ‘os melhores’ nem sempre são (as vezes, estão na média ou consideravelmente abaixo disso). Mas também, muitos que reclamam dos pais (e que acham os do outro melhores) nunca pararam para analisar profundamente ou apenas para olhar os próprios como ‘seres humanos’ (não como ‘super heróis’). Pais são seres falhos, são de carne-e-osso, tanto quanto os filhos. Sentem dor, tem fraquezas, medos. Now a days, vejo ‘os pais’ (principalmente os meus) com um olhar diferente. Eles também dão passos em falso, também caem. “Quando você for pai (ou mãe) você vai entender”, engraçado como isso soa estranho e pode dar até raiva. Hoje, aceito muitas coisas por não achá-los errados, por ver que é apenas a forma deles de ver e, talvez, seja a forma certa mas isso não será perceptível no ‘calor do momento’. As vezes, os pais aparentam nunca terem vivido ‘apenas’ como filhos e isso parece absurdo, porque eles não nasceram pais, mas ao mesmo tempo que acho questionável, entendo essa situação. A maioria dos pais tem medo de os filhos errarem da mesma forma que eles, pais, erraram. Só que, da mesma forma que aprenderam quebrando a cara, alguns filhos precisam quebrar a cara para aprender.
Sinto, frente a determinados fatos, uma profunda dor pela inutilidade ou pela falta de capacidade de mudá-los. Isso é por ver como alguns pais não dão ouvidos aos filhos, nas vezes que os filhos estão certos. No filme “28 dias”, com a Sandra Bullock, a cena da mãe bêbada brincando com as filhas, muito me choca. O mais doloroso é como isso afeta a vida da filha e afasta uma filha da outra. Quantos pais alcoólatras existem no mundo? E não me refiro apenas aos pais que batem nos filhos, que agridem mulheres ou que saem por ai fazendo bagunça, mas também aos pais silenciosos, que mantém o vício de forma “branda” (sim, entre aspas por que um vício nunca é brando), ou que, como a mãe do filme, ficam bêbados, brincam com os filhos e depois, deixam um fardo pra vida toda… Tem certas atitudes que afetam os filhos em um nível além do imaginável. O que é engraçado uma, duas ou três vezes, torna-se doloroso, cansativo e desgastante ao virar, de certa forma, uma rotina. As vezes, dói muito mais ver algo acontecer com nossos pais, que acontecer conosco. Só quem já passou por isso sabe o quanto dói ver um pai ou uma mãe bêbados, vomitando e quase sem sentindo algum. Quando isso vira rotina…parece arrancar um pedaço, toda vez que acontece. Parece ser um fardo nosso. Parece que nunca vai acabar. Dói ver que, em alguns casos, os outros acham engraçado, riem das piadas idiotas, dos tombos, agem como se aquilo fosse completamente normal. Dói e dá raiva, as vezes por vergonha, as vezes… por termos medo de onde esses tombos ou piadas podem acabar. Dói quando dizemos: “Mãe (ou pai), pára…você já bebeu demais” e não somos levados a sério. Dói pensar que, no fundo, eles sabem o quanto aquilo nos frustra, mas ignoram ou colocam esse ‘saber’ de lado, escondem em algum lugar inalcançável, bem no fundo do inconsiente deles. Chega uma hora que cansamos de lutar…só assistimos aos ‘porres’ em silêncio…e é quando essa hora chega que mais somos afetados pelas atitudes dos pais. Quando nos calamos é quando mais sofremos.
Alguns pais buscam no alcoól (e em outras coisas) a fuga para aquela realidade na qual vivem. E ai volto ao fato de dinheiro não ser a única necessidade e/ou ‘exigencia’ para se ter um filho. O único refúgio para uma realidade dolorosa ou desagradável é Deus. Só em Deus os pais alcoólatras, drogados, workaholics, encontrarão paz. Só com Deus, e quando digo COM DEUS, digo vivendo e dependendo completamente d’Ele, será possível dar uma criação legal para os filhos. E, filhos, só com Deus, também, vocês encontrarão paz. Não adianta querer resolver os problemas do mundo, porque não está ao nosso alcance (digo isso por e para mim). Cabe a nós filhos e/ou pais, confiar e esperar em Deus, por que a paz verdadeira está n’Ele…e o melhor só virá com Ele…mesmo que não venha agora, garanto que a longo prazo (ou eterno prazo) o melhor virá.
Au revoir.

O amor que existe dentro de você é incrííveeel!
Deus esteja com você.. Eu te amo muito!